Sexo antes do casamento, tatuagens e vape


    Quantas vezes vemos jovens exaustos das cobranças de seus pais, avós e responsáveis, que os censuram e chamam sua atenção por atitudes consideradas inadequadas? Seja por um tipo de roupa que não se encaixa mais nas características de "bom moço" e "boa moça" de tempos passados, tão bem lembrados por aqueles que os viveram. "Antigamente, não era assim!", muitos declaram. "Homens pareciam homens, tinham honra e se vestiam direito." "Mulher não usava saia tão curta." Naquela época, roupas sociais aparentemente eram a norma. 

    Mas as reclamações são mais profundas; mais do que moda ou etiqueta, algo parece ter se perdido. Talvez as gerações anteriores, além de um sentimento nostálgico exagerado, tenham algo a nos ensinar sobre as virtudes do passado, assim como seus antepassados tinham. Mas estamos embriagados demais com tendências modernas e rápidas. Uma juventude pós-moderna tende a tirar conclusões que considera mais dignas; declaramos ser apenas o bom e velho legalismo daqueles que vieram antes de nós.

    No cristianismo moderno, acontece o mesmo. Nós, cristãos modernos, tendemos a acreditar na insuficiência dos ensinamentos ultrapassados de idosos sem Google e YouTube para informá-los. Mas o salto vai mais além; o relativismo moral vigente não poderia parar aí. Questionamos os ensinamentos mais básicos da fé: "Preciso mentir agora para evitar aquela discussão que gera dor de cabeça"; "Só mais um dia acessando isso aqui, eu paro quando quiser"; "Não faz sentido eu controlar meu corpo agora, já espero por isso há muito tempo e acredito que amo essa pessoa".

    Como uma vela de filtro de barro a expelir água filtrada gota por gota, testamos o limite da "liberdade" que temos, flertando e até assentindo com o pecado. Aliás, o conceito de "pecado" é quase uma piada. Alguns fazem cara de nojo ao ouvir. Afinal, o Deus do Amor é obrigado a nos perdoar. Nós questionamos até o próprio Cristo, reduzindo-o a um cativeiro cultural de "apenas um mestre moral e pacifista". Aí daquele que chamar atenção de alguém que peca.

    "Por que você está me julgando?" "Não julgueis!" (Lucas 6:37). Retirando o contexto e a intenção de não condenar pessoas, e não de deixar de julgar absolutamente qualquer atitude humana (tornando-se um robô apático à maldade humana). Mas qual é a intenção deste texto? Por que tem esse título: "Sexo antes do casamento, tatuagens e vape"? Perceba que, quando entendemos o contexto, a intencionalidade e a ação no cenário cristão jovem pós-moderno, fica fácil identificar o problema.

    Existe uma pergunta recorrente que eu fazia quando dava aula a adolescentes: "Quem você ama mais?". É, infelizmente, comum o quanto estamos acostumados a viver um ateísmo prático, como se Deus não tivesse exigências que custam caro. Gritamos com alívio para Deus: "Paz! Paz!", quando deveria haver guerra. Uma guerra contra nós mesmos. Trouxe uma passagem para que fique claro o que quero dizer:

Lucas 9:23-25 (NVT)

23 Em seguida, disse à multidão:

“Se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.

24 Pois quem quiser se apegar à sua vida, a perderá; mas quem abrir mão de sua vida por minha causa, a salvará.

25 Que vantagem há em ganhar o mundo inteiro, mas perder a própria alma?"


Vamos seguir essa passagem com outra, que traz a mesma mensagem e segue esse contexto de forma mais radical:

Mateus 10:37-39 (NVT)

37 “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim.

38 Quem se recusa a tomar sua cruz e me seguir não é digno de mim.

39 Quem se apega à sua vida, a perderá; mas quem abre mão de sua vida por minha causa, a encontrará.”

    Essa parece a declaração de um simples mestre moral e bonzinho para você? A graça da salvação que alguns dizem ter recebido parece muito barata e rasa. Sabe, não é o ato de fazer sexo com o namorado ou namorada que é o problema; esse é apenas um sintoma — uma forma de usufruir os benefícios do casamento sem o respeito, o compromisso e a responsabilidade que ele exige. Esse sintoma revela uma doença ainda mais profunda: o amor a si mesmo. A raíz de todo pecado humano: sua própria exaltação.

De novo, quem amamos mais? Quanto tem te custado ser discípulo de Cristo? Se você realmente conhece o Sacrifício do Senhor, sabe que, para Ele, você custou tudo.


Ao leitor, A Graça e a Paz de Cristo.


Gabriel Eliabe.


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